Cinemaníacos

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A CASA DO LAGO


Este é um bom filme.
Mas, quando termina, deixa-nos a nítida impressão de que poderia ter sido o filme.
Ele tem tudo para que aconteça, só que não acontece do jeito que a gente espera.
Tem uma boa história, uma boa fotografia, atores principais com boa química e bons coadjuvantes (Christopher Plummer está muito bem como o velho arquiteto), tem uma possibilidade de se tornar Cult para estudantes de arquitetura e amantes de literatura, enfim, tem bons ingredientes, penso que faltou um cozinheiro.
O diretor Alejandro Agresti fez algumas escolhas que para mim, soaram equivocadas. O lance de ele pôr os protagonistas lendo as cartas como se tivessem dialogando tirou o que o filme tinha de diferente que era a distância temporal de dois anos entre os protagonistas, funcionou como amarração forçada.

Keanu Reaves é um ator que interpreta com o piloto automático ligado. Quando o filme é de ação, a movimentação esconde um bocado; mas, no romance, aparece nitidamente que os filmes, muitas vezes, são maiores que ele. Sandra Bullock é o equivalente em saias. Só que os dois juntos até que tem uma química interessante.

SINOPSE
Kate Forster (Sandra Bullock) é uma médica solitária, que morava em uma casa à beira de um lago. Hoje esta casa é ocupada por Alex Wyler (Keanu Reeves), um arquiteto frustrado. Kate passa a trocar cartas com Alex, com quem mantém um relacionamento à distância por 2 anos. É quando, ao se descobrirem apaixonados um pelo outro, eles buscam um meio de se encontrar.

Apesas da sensação de quero mais, o filme nos conduz pelos seus 95 minutos de duração sem cobrar muito da gente. Ele entretém e diverte e isso já é grande coisa, apesar de que, repito, deixar na gente aquele gostinho de que poderia ter sido melhor... E ele poderia ter sido muito melhor, acreditem!!!

RECOMENDO.

domingo, 27 de dezembro de 2009

BASTARDOS INGLÓRIOS


Eis um legitimo Quentin Tarantino, um original, um 12 years, um 24 quilates, ou qualquer outro mérito de qualidade que quiseres atribuir a este filme.
Tem tudo de Tarantino. Forte presença da cultura cinematográfica de 60 e 70, as músicas do Western Espaguete que ele é tão fã, a história sendo contada por capítulos e a preparação sempre em clima de ação e tensão até o momento final.
É Tarantino porque mostra a violência de uma forma bem cruel e sanguinária, ele aprecia isso em seus filmes, exagerar na violência das cenas de ação.
É um filme de ódio, que mostra como a segunda guerra transcendeu a questões econômicas e ganhou um contorno de puro ódio racial, dos alemães pelos judeus e vice-versa. Os Bastardos, por exemplo, é um grupo paramilitar americano de judeus, que está em terras francesas, aterrorizando as legiões alemãs.
Este filme deixará algumas cenas notáveis para o cinema. Uma delas é a entrada do Urso Judeu(Eli Roth) saindo do túnel batendo com o taco na parede deste para interrogar o alemão que o aguarda de joelhos lá fora, é de um suspense terrível. Outra, são os interrogatórios do Coronel da SS Hans Landa (brilhantemente interpretado por Cristopher Watlz).




SINOPSE:
No primeiro ano da ocupação da França pela Alemanha, Shosanna Dreyfus testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Waltz). Shosanna escapa por pouco e parte para Paris, onde assume uma identidade falsa e se torna proprietária de um cinema.
Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Pitt) organiza um grupo de soldados americanos judeus para praticarem atos violentos de vingança. Posteriormente chamados pelo inimigo de “os Bastardos”, o esquadrão de Raine se une à atriz alemã Bridget von Hammersmark (Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. O destino conspira para que os caminhos de todos se cruzem em um cinema, onde Shosanna pretende colocar em prática seu próprio plano de vingança...
BASTARDOS INGLÓRIOS de Quentin Tarantino combina histórias de opressão, infames, verídicas e heróicas da Segunda Guerra Mundial.


O roteiro é bem construído, a fotografia é muito boa, o som está maravilhoso, enfim, um filme digno e que deve ser assistido por todos, sobretudo aqueles que gostam do cinema autoral e com assinatura de Tarantino e do gênero Guerra. Tarantino entrega mais um filme para ser lembrado.

RECOMENDO.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

IMAGINE SÓ


Confesso que ao ver o Eddie Murphy na capa deste filme fiquei com um pouquinho de receio, não que eu não o ache um ótimo ator, acho sim.
Mas é que as comédias que ele tem feito ultimamente, deixam a gente esperando um festival de caras e bocas e contorcionismos exagerados, do qual eu particularmente não gosto muito. Isso é coisa do Jerry Lewis, e sei lá, Jim Carrey, Eddie Murphy, tem essa inclinação a exasperar as caricaturas humanas, para fazer rir.
Mas Imagine Só, foi um filme que eu gostei.
Embora você possa ver um pouco dessas caretas e caricaturas exageradas, o filme na minha opinião ficou muito divertido.
Você tem uma historia bonita e interessante.

Sinopse: Evan (Eddie Murphy) é um executivo de finanças que já não consegue mais controlar o declínio vertiginoso de sua carreira. Desesperado e sem saber o que fazer, decide ouvir sua filha pequena, que o convida a penetrar em seu mundo imaginário. É quando Evan vai começar a encontrar vários caminhos para resolver seus problemas.

Esse filme, aborda vários temas interessantes numa historia apenas, a relação pais e filhos, amigos imaginários, a dependência que criamos de certos objetos, e fala das nossas escolhas como profissionais.
Ficou dentro de um tipo de filme leve, bem família, que a gente assiste mesmo para relaxar. Gostei.